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Coluna da Flagelação

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Jesus sendo Flagelado
Obra do Ingles - Willian Brassey, 1905
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Os Evangelhos de São Marcos, São João e São Mateus são os únicos que mencionam o fato, sem detalhar a flagelação de Nosso Senhor Jesus, que é flagelado por ordem de Pôncio Pilatos antes da crucificação.

São João, 19.1 "Pilatos mandou então flagelar Jesus.

A flagelação era uma das punições mais temidas, muito brutal e desumana. Era geralmente executada por soldados romanos usando um instrumento chamado: Flagum ou Flagelo, que era um chicote de tiras de couro com três pontas e em suas pontas continham pequenas bolas de metal ou pedaços de ossos duros e afiados. A Lei Mosaica dizia que não poderia exceder a quarenta chicotadas, mas isso dependia da crueldade dos executores e das condições físicas da vitima, porque não queriam que a vítima morresse muito rápido. Nosso Senhor foi despido e amarrado pelos punhos a uma coluna baixa, de modo que ficasse curvado para frente expondo suas costas e parte de traz das pernas, sem possibilidade da vitima tentar se defender dos golpes do chicote.

As lesões sofridas durante a flagelação eram extensas e causavam fraturas nas costelas, hematomas graves nos pulmões. A vítima sofria de tremores, convulsões e desmaios. Suava muito e ficava exausta rapidamente com a carne dilacerada e sentindo muita dor e sede devido à perda de líquidos pelo sangramento e transpiração. Resumindo, o estado o estado de Nosso Senhor Jesus após a flagelação era grave, com possível hipovolemia prematura devido ao derrame-pleural, hematidrose, hemorragias dos ferimentos e vômitos.

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Coluna da Flagelação
Relicario na Capela São Zeno
Basílica de Santa Prassede, Roma - Itália
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Foram levantados duvidas quanto à legitimidade da Coluna da Flagelação, devido sua altura, pois se trata de uma coluna baixa - 63 cm. Mas os estudiosos apontam que esta característica é que a torna admissível, pois força a vitima a uma postura não convencional do corpo, expondo a costa para os golpes, evitando exposição das partes vulnerais de acesso aos principais órgãos e evitando a morte, bem como o movimento natural de defesa.

É narrado que a Coluna da Flagelação foi descoberta por Santa Helena em Jerusalém em sua peregrinação a Terra Santa a procura das relíquias da Paixão de Nosso Senhor Jesus. Em 383 d.C. uma peregrina cristã chamada Egeria, descreveu a ida dos fiéis à Coluna da Flagelação em Jerusalém, durante as celebrações da Sexta-feira Santa no Monte Sião para rezar, logo antes do nascer do sol.

No ano de 1223, o Cardeal Giovanni Colonna que era o representante do Papa Honorius III durante a quinta cruzada, ao retornar para Itália leva a relíquia para Roma. A relíquia é conhecida como Coluna da Flagelação e esta hoje em um relicário de vidro na capela de São Zeno na Basílica de Santa Prassede.

Existem outras colunas que reivindicam ser a Coluna da Flagelação: