cabeçalho

Verdadeira Cruz

Vera Cruz

morte
Lenda da Verdadeira Cruz
Obra Agnolo Gaddi - 1350–1396
Click para Fechar
morte

Quando o corpo de Nosso Senhor Jesus foi retirado da Cruz, os soldados foram ordenados a arrancar a cruz para evitar que seus seguidores a possuam. A cruz foi retirada e jogada numa vala ou poço, depois coberta com pedras e terra. No ano 312 d.C., durante o dominio do Império Romano, Constantino o Grande lutava contra seu opositor pelo trono do Império Romano. E narrado que ele orou ao Senhor Deus dos cristãos pedindo ajuda em sua batalha. Em resposta a sua oração, um sinal apareceu no céu: “uma cruz luminosa” e com as palavras “Com este sinal venceras” em latim “IN HOC SIGNO VINCES” inscrita nela. O imperador Constantino, fez o que lhe havia instruido e vence a batalha . Assim, ele ordena que o sinal do Cristianismo fosse colocado nos estandartes romanos e nos escudos de todos os soldados.

morte
A Visão de Constantino
Obra Jacques Punel, séc. XVII
Click para Fechar
morte

Em 14 de setembro de 326, Santa Helena, mãe do imperador vai a Jerusalém e encontra a “CRUZ” . A lenda conta que ela saiu para visitar lugares sagrados na Palestina, acompanhado do guia local, um judeu idoso, que tinha noção pela tradição vinda de sua família sobre a localização que Nosso Senhor Jesus havia sido crucificado. Mandou que o solo fosse escavado, a uma profundidade considerável e as três cruzes foram achadas. Junto a elas estavam à inscrição coloca sobre a cabeça Dele, bem como os cravos com os quais fora crucificado. Mais tarde depois, para distinguir qual das três era a cruz de Jesus, um jovem morto é colocado sobre as cruzes e ao ser colocado sobre a terceira cruz sua a vida é restaurada ao tocar na cruz.

Comemorando a descoberta o Imperador dedica duas igrejas sejam edificadas sobre o Calvário, “Anastasis” e “Gólgota”, ambas dentro do recinto da Igreja do Santo Sepulcro – Jerusalém.

O Imperador Constantino construiu duas igrejas em Jerusalém no ano 335dC, para a verdadeira cruz:

Ambas as igrejas foram construídas no local onde a mãe do Imperador Constantino, Santa Helena, encontrou as relíquias da cruz após a demolição de um templo romano.

No ano de 614, o Rei Persa – Chosroes II invade a Síria e Palestina, carregando grandes tesouros de Jerusalém, que inclui a Verdadeira Cruz. Porem em 629 d.C., o Imperador de Constantinopla, Heraclius marcha dentro da Pérsia e recaptura a Verdadeira Cruz trazendo de volta a Jerusalém. Em 14 de setembro a sagrada cruz foi restituída no seu lugar na Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém. Dia 14 de setembro e comemorado pela Igreja Católica a Exaltação da Santa Cruz.

A tradição relata que a Vera Cruz foi dividida em três pedaços, os quais foram levados às cidades mais importantes: Jerusalém, Constantinopla e Roma. Tempos depois, ao longo dos séculos, são subdivididas e espalhas por todo o mundo para adoração dos fieis em diversas Igrejas e Catedrais.

morte
Relicário da Verdadeira Cruz
Basílica da Santa Cruz em Jerusalém
Roma - Itália
Click para Fechar
morte

O relicário alojado na Basílica de Santa Cruz é uma preciosa cruz de ouro feita no início do século XIX. O precioso relicário foi encomendado ao arquiteto Giuseppe Valadier, pela duquesa espanhola de Villehermosa.

São inúmeros os fragmentos conhecidos atualmente, o que leva também duvida sobre a quantidade e origem delas. Estudos realizados por Rohalt de Fleury , que após um meticuloso serviço de catalogação das relíquias conhecidas da Verdadeira Cruz, concluiu que o volume total das relíquias correspondia a aproximadamente a quase 4 kg. O que não chega a formar uma cruz real na medida de um homem de altura comum e muito menos ainda da estatura de Nosso Senhor Jesus, considerado alta estatura. Observamos que os saldados fixaram na ponta de uma vara uma esponja embebida de vinagre, para alcançar a boca de Jesus, mostrando assim que sua cruz era bem alta.

Deste os remotos tempos da historia da Igreja Cristã, as relíquias de Nosso Senhor Jesus são os objetos que testemunharam Sua Paixão. Porem, disputas constantes sobre a sua autenticidade são levantadas. Ora se esses objetos existiram e fazem parte da historia, significa que são preciosos. Ser autentico ou não, não influencia na demonstração de honrar e reverenciar, de lembrar com amor e carinho uma figura sagrada - Jesus ou um santo. E consequentemente, a relíquia é um sinal da ação divina e da santidade de Deus, uma lembrança da figura sagrada. Pois autentica ou não, ela relembra a figura sagrada.

Algumas das principais igrejas que alegam possuir fragmentos da Santa Cruz:

Lignum crucis

Santo Toribio de Liébana

morte
Lignum Crucis
Verdadeira Cruz
Click para Fechar
morte

Esta relíquia é conhecia pelo seu nome em latim Lignum Crucis, que significa "lenho ou madeira da Cruz". Esta relíquia corresponde à madeira horizontal do lado esquerdo. Segundo cronista da ordem beneditina, a relíquia corresponde ao braço esquerdo da Santa Cruz e que contem o orifício do prego quando a mão de jesus foi pregada.

É considerada a maior relíquia preservada da Verdadeira Cruz e está localizada no Mosteiro de Santo Toribio de Liébana, Cantábria, Espanha.

São Toríbio de Liébana na verdade refere-se a São Toríbio de Astorga, nasceu no inicio do século V, por volta de 402 d.C. Ainda jovem viajou para Jerusalém onde serviu na Igreja do Santo Sepulcro e foi designado custódio das relíquias sagradas. Neste período ele adquiriu o fragmento da Verdadeira Cruz- "Lignum Crucis", que a tradição afirma ter sido encontrada por Santa Helena. Retornou para Espanha foi ordenado Padre e depois veio a ser o Bispo de Astorga por volta de 444 d.C. Morreu por volta de 460 ou 476 e temendo o avanço dos Mouros, seus restos mortais e a relíquia da Verdadeira Cruz foram levados para o Mosteiro de San Martin de Turieno, mais tarde renomeado Mosteiro de Santo Turíbio de Liébana, na Cantábria.

A madeira da verdadeira cruz esta dentro de um relicário em forma de cruz de prata dourado e suas dimensões:
63,5 cm de compriomento e 39,3 cm de largura e espessura de 4,0 cm. O que a torna a maior do que a guardada na Basílica de São Pedro no Vaticano.