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Santa Esponja

morte
Crucificação
Obra de Hans von Tübingen por volta de 1430, Alemanha
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morte

Conforme descrito nos Evangelhos de São Mateus e São Marcos, Nosso Senhor Jesus foi levado para ser crucificado no Gólgota, lá lhe deram vinho com fel, mas Ele provou e não quis beber para cumprir o plano de Deus. Vinho azedo com fel era um tipo de entorpecente para amenizar o sofrimento da dor. Um ato de humilhação e não sedativo. Depois, durante a crucificação, Nosso Senhor Jesus disse: tenho Sede" . Então os soldados embebedou uma esponja com um liquido que era consumido pelos soldados romanos, provavelmente Posca, uma bebida comum de vinagre diluído, tipo de um vinho azedo, e que foi levado numa esponja na ponta de uma vara e oferecido para Nosso Senhor Jesus para beber.

Oferecer uma bebida aos crucificados era uma pratica romana, pois os soldados a consumiam diariamente, por ser mais saudável, refrescante e menos intoxicante que o vinho comum e os mantinham hidratados. Este ato pode ser visto como um ato de misericórdia ou zombaria. Ato este que cumpriu a profecia messiânica narrada no Antigo testamento – Salmos 69, 21-22, que descreve a profunda dor, abandono, ingratidão, aflição e injustiça recebidas por Nosso Senhor Jesus na cruz.

Salmos 69:21-22
"Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre."

No salmo 69, Davi mostra sua tristeza, angustia e reprovação, e lamenta não encontrar conforto, onde ele esperava receber simpatia, ele recebeu fel e vinagre. Passagem profética do fel e do vinho azedo que Nosso Senhor Jesus recebeu na cruz. Coração partido e enfermo, pois Israel o rejeitou como seu Messias.

A tradição afirma que Santa Helena descobriu a esponja juntamente com as outras relíquias da Paixão. O Patriarca de Jerusalém Sofronio e São Gregório registrou que a Santa Esponja foi venerada na Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém, no século VII. Posteriormente ela foi transferida para Constantinopla para o complexo do Grande Palácio e guardada na Igreja da Virgem do Farol, a principal capela relicaria imperial em Constantinopla, onde foi venerada por muito tempo.

Todavia, durante a quarta cruzada à cidade de Constantinopla sofreu vários conflitos e saques, levando a dispersão de varias relíquias, bem como levados fragmentos e objetos inteiros pelos cruzados.

No século XIII, o Rei Frances Luiz IX adquiriu varias relíquias do Rei Balduino, incluindo a Santa Esponja, que foram levadas para Capela Real de Sainte-Chapelle em Paris, onde permaneceu até a Revolução Francesa, quando ela desapareceu do Tesouro Real de Sainte-Chapelle, como outras relíquias também.

Atualmente, os fragmentos da Santa Esponja maios conhecidos estão: