Vida Publica
Morte
Obra do Pintor Italiano Lorenzo Monaco, 1400-1405
A morte de Jesus é atestada por várias fontes e historiadores da antiguidade e é considerado um evento histórico. Ela é descrita nos quatro evangelhos canônicos e citada nas epístolas do Novo Testamento. A Bíblia não diz uma específica data da crucificação e morte de Jesus, mas através de outros registros e acontecimentos históricos, é possível chegar a uma possível data dentro do contexto amplo da história.
Assim pelas Escrituras Sagradas sabemos de acontecimentos ocorridos,
que colaboram para determinar uma provável época:
- no dia da preparação para a Pascoa ( João 19:31 );
- na sexta-feira antes do Sábado da semana da Pascoa (Marcos 15;42);
- E que ocorreu na noite anterior (Quinta-feira) na qual Ele reúne com seus Apóstolos para uma refeição pascal: Ultima Ceia ( marcos 14;12 ).
Obra do Pintor Italiano Leonardo Da Vici, 1495-1498
Agora de acordo com o calendário rabínico, a páscoa sempre cai no décimo quinto dia (15) ( Exodo 12-6 ) Nisã , que ocorre na quinta-feira após o pôr do sol e termina na sexta-feira ao pôr do sol. Assim, o décimo quinto dia de Nisan (15), veio a ocorrer em 3 de abril 33DC.
Todavia, praticamente todos estudiosos acreditam que Jesus foi crucificado na primavera do ano 30AD ou 33AD. Porem de acordo com os estudos modernos do Polímata Sir Isaac Newton (matemático, físico, astrônomo, alquimista, teólogo e autor que foi descrito em sua época como um filósofo natural), que veio a ser publicados postumamente em 1733, no qual ele calculou as datas mais prováveis da ocorrência daquele evento da Pascoa, levando em consideração a fase da lua cheia que sempre precedia a sexta-feira. Foi considerado o período dos anos de 31 a 36 AD e encontrou apenas duas datas potenciais da crucificação: 7 de abril de 30AD e 3 de abril de 33 AD. Também durante o século XX, os Astrofísicos Antônio Cabreira, Humphreys e Waddington chegaram as mesmas datas de Isaac Newton, mostrando que no calendário lunar judaico, apenas existem duas datas plausíveis da ocorrência no período dentro do reinado de Pôncio Pilatos para crucificação e morte de Jesus. Bem como, foi levando em consideração o eclipse lunar que ocorreu em 3 de abril de 33AD, de onde ocorre a declaração de São Pedro que diz: “ a lua se transformou em sangue na crucificação ” ( Atos dos Apostolos 2:14-21 ).
Todos os Evangelhos concordam que Jesus morreu numa sexta-feira, antes do início do Sábado Judaico ( Mateus 27:62, Marcos 15:42, Lucas 23:54, João 19:42 ) onde é narrado que: “era o dia da Preparação e já ia principiar o sábado”.
Obra do Pintor Italiano Fran Angelico, 1420-1423
Após a última ceia apóstolos, Nosso Senhor Senhor chega ao Monte das
Oliveiras e vai para o Jardim de Getsemani para orar e O Pai lhe
apresenta todo sofrimento que veria acontecer em breve. Então, Ele ora
mais intensamente e em profunda angustia e terror “ caiu
com o rosto em terra ” ( Mateus 26:39 ),
o peso da angustia o estava esmagando em conhecer todos os pecados dos
homens e Jesus diz:
( Lucas 22.42 )
“ Pai, se é de teu agrado, afasta de mim este cálice!
( Lucas 22:44 )
Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua ” .
Aqui da inicio aos sofrimentos de Jesus: “E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão”.
Estudos mostram que esse fenômeno “suar sangue” é uma condição excepcional, provocada pela fraqueza física, acompanhada de um intenso e violento abatimento moral na emoção e medo extremo. Esse fenômeno é raro, onde mesmo sem hematomas ou danos na pele, o sangramento ocorre espontaneamente, é chamado de hematidrose. O terror, o susto e a angustia terrível de carregar todos os pecados dos homens, gera uma tensão extrema em seu corpo e ocorre o rompimento das finas veias capilares nas glândulas sudoríparas, onde o sangue se mistura ao suor e sai pela pele, fazendo transpirar sangue.
Logo em seguida, Nosso Senhor Jesus é entregue por traição aos soldados romanos e sofre os julgamentos religiosos. Depois, é enviado pelas autoridades religiosas judaicas até a autoridade romana de Pôncio Pilatos para julgamento, com as acusações feitas pelos religiosos judeus contra Jesus, que eram diferentes das religiosas. Pôncio Pilatos após questionar Jesus e não achar motivo para condenação, manda que ele seja levado e entregue a Erodes, mas ele deboxa de Jesus e o devolve para Pilatos. Então, Pôncio Pilatos sem opção, ordena a flagelação de Jesus e o entrega ao povo.
Chicote de tortura - Roma Antiga
Os soldados romanos são especialistas em tortura e morte. Então, tiram a roupa de Jesus e o prende a uma coluna e o chicoteá. Eles usaram o Azorrague, um instrumento de tortura ( chicote ) dos romanos, composto de três a doze tiras de couro, em cada ponta possuía um artefato cortante e perfurante, como: pedaços de osso, metal, cerâmica ou combinações. Acreditasse que o chicote utilizado para o açoitamento de Jesus era feito de três tiras. Este chicote quando usado causa lesões muito profundas e serias, dilacerando a pele e muculos. Os soldados romanos apelidaram esse açoitamento de “ meia morte ”, porque metade dos açoitados morriam por resultado da flagelação. De acordo com pesquisas médicas esse tipo de flagelação resulta em tremores físicos, hemorragias intensas, danos no fígado e no baço e acumulo de sangue e líquidos nos pulmões. Os registros bíblicos não menciona quantas vezes Ele foi chicoteado, mas é conhecido que Jesus sofreu um flagelo brutal. Apos flagelado o cobriram com um manto purpura e entrelaçam um cora de espinhos e a cravam em sua cabeça, zombando, cuspindo e o agredindo com tapas, gritando e rindo dizendo: “ salve, Rei dos Judeus ”. Estudos de registros históricos e estudos botânicos efetuados no bioma do Oriente Médio, concluiu que foram utilizados ramos de uma árvore conhecida como: espinheiro-de-cristo sírio ou espinho-de-cristo, cujos espinhos causa ferimentos intenso e profundo no couro cabeludo e pele do rosto (testa) e atinge nervos que causam dores imensas. Isaias pprofetizou mais de 700 anos antes da vinda de Nosso Senhor Jesus, que o filho de Deus seria tao espancado ( flagelado ) que sua aparência não pareceria humana ( Isaias 52:14 ).
A crucificação normalmente era o método mais usado para punir agitadores políticos ou religiosos e normalmente o condenado era chicoteado ou açoitado, devendo ele arrastar a trave de sua cruz até o local onde iria ser crucificado. Lá ele era despojado de suas roupas, la a trave era fixada na coluna e ele deitado sobre a trave com braços abertos e seus punhos eram pregados na madeira, bem como seus tambem eram pregados. A trave fixada na coluna e seus pés tambem eram pregados. Sobre a cabeça era fixado um aviso informando seu nome e seu crime. Assim, esse método lento e doloroso de morte do condenado ocorre devido a pobre circulação sanguínea, que leva a falência dos órgãos e a asfixia, que ocorre através da exaustão causada pela falta de suporte do peso corporal. Os soldados romanos executores eram muito determinados com suas execuções, uma vez que eram suas responsabilidades que os condenados morressem, porque se não pagariam com suas próprias vidas. E assim, quando o condenado demorava a morrer, eles para contribuir com aceleração do processo, costumavam quebrar as pernas do condenado com uma clava de ferro, para retirar completamente o suporte do peso corporal e acelerar a asfixia e morte.
Espinheiro de Cristo
O relato da crucificação de Jesus Cristo nos Evangelhos começa com a sua flagelação.Ele foi levado ao lugar chamado pretório, onde foi retirada sua roupa e amarrado com os braços esticados para cima e os punhos amarrados no alto de uma coluna e foi chicoteado e acoitado. Os soldados romanos então zombaram dele como o “ Rei dos Judeus ”, vestindo-o com um manto púrpuro e cravam uma coroa de espinhos em sua cabeça e o leva lentamente ao Monte Calvário, ou Gólgota. No local da crucificação foi despojado e depois pregado na cruz pelas mãos e pés, e acima dele, no topo da cruz, foi colocada a inscrição condenatória declarando o seu crime de professar ser Rei dos Judeus. ( Os Evangelhos diferem ligeiramente no texto, mas concordam que a inscrição estava em hebraico ou aramaico, bem como em latim e grego. ). Na cruz, Jesus ficou pendurado em agonia. Os soldados dividiram suas vestes e lançaram sortes sobre seu manto sem costuras. Vários espectadores o insultaram. Crucificados de cada lado de Jesus estavam dois ladrões condenados, que os soldados despacharam ao anoitecer quebrando as pernas. Os soldados encontraram Jesus já morto, mas, para ter certeza, um deles cravou uma lança em seu lado, da qual derramou sangue e água. Ele foi retirado antes do pôr do sol ( em deferência ao costume judaico ) e enterrado em uma tumba escavada na rocha.
A crucificação tem sua origem na civilização Persa e foi aprimorada
pelos Romanos e é considerada a morte mais dolorosa já inventada pelo
homem. Os detalhes anatômicos e fisiológicos da crucificação foi objeto
de estudo por vários médicos e cientistas. Assim, é narrado que antes da
crucificação foi oferecido a Jesus pelos romanos “vinho
anestésico”, mas Ele recusou por causa de sua promessa:
( Mateus 26:29 )
Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai.
Processo do Sistema Respiratório
A crucificação garante uma morte lenta e dolorosa. Após ter sido pregado na cruz foi impossível para Jesus manter sua posição anatômica. Suas pernas estavam dobradas cerca de 45 graus, o que força o suportar do Seu peso pelos músculos das pernas( coxa e panturrilha ). Uma posição difícil de suporta por muito tempo e que produz câimbras fortes e dor intensa. Nesse processo os pés que são a base de todo suporte do peso, estão pregados na coluna de madeira da cruz. Em pouco tempo o cansaço e fadiga dos músculos inferiores surge com o peso do Seu corpo e as pernas falham e o peso é transferido para Seus ombros, braços e pulsos, que durante poucos minutos após estar estendido na cruz, os ombros são deslocados, em seguida os cotovelos e pulsos. Resultando em luxações dos membros superiores e alongamento do comprimento normal dos braços. Consequente, a mesma força de tração ( peso ) puxa a caixa toraxica para cima e para fora, o que afeta a respiração natural e deixa a caixa toraxica permanente em posição máxima de inspiração. Assim, Jesus para expirar ( respirar ) era necessário fisiologicamente a forçar e empurrar seu corpo para cima utilizando o apoio o prego do seus pés e permitir que sua caixa toraxica suspendesse para exalar ( soltar ) o ar de seus pulmões. O problema é que Nosso Senhor Jesus já estava com suas pernas extremamente fatigadas, com câimbras intensas e dor. Bem como, tinha pregos atravessando os ossos de seus pés ( estavam pregados ). Assim, o processo respiratório causava dor incontrolável e junto com o terror da asfixia, cada momento que se passava o sofrimento era mais intenso a medida que os músculos de suas pernas ficavam mais exaustos e o constante peso fazia com que o alongamento dos membros superiores aumentasse, rompendo os nervos, aumentando as dores e tornando cada vez mais difícil sua respiração. Não conseguindo manter a ventilação adequada de seus pulmões, seu nível de oxigênio no sangue cai a cada momento e o nível de gás carbonico ( CO2 ) aumenta. Com isso, seus batimentos cardíacos (taquicardia) e sua respiração aumenta ( fica ofegante ). Assim, os reflexos fisiológicos de Jesus exigem que Ele respire mais rápido e frequente e consequente movimentos involuntarios bruscos e agonizantes, fazendo com que Ele suba e desça agonizantemente, apesar da insuportável e sofrida dor pela constante procura de ar. Nosso Senhor Jesus estava sangrando por todo o corpo após a flagelação, a coroa de espinhos, os pregos e as lacerações após espancamentos e quedas. Ele Transpirava muito devido ao imenso esforço físico produzido pelo corpo, esta desidratado, pouco sangue e insuficiência cardíaca e pulmonar: entra em estado de choque. Jesus diz: “ Tenho sede ”, Seu corpo precisava desesperadamente de fluido para salvar sua vida e como não conseguia respirar direito, foi sufocando lentamente até a morte. Nesta fase Jesus provavelmente desenvolveu uma condição chama de Hemopericárdia, onde o sangue e o plasma acumulam no espaço ao redor do coração e provoca uma ruptura cardíaca, o que provavelmente causou a Sua morte. Nosso Senhor Jesus sofreu todas suas dores, a sede, as caimbras, a asfixia, o latejar dos nervos e seu corpo chega ao fim com alto lamento:
" Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes? "
e Jesus grita:
" tudo esta consumado! Pai, nas tuas mãos entrego o meu espirito " e morre.