Maria, Mãe de Deus
Jesus morto no braços de sua Mãe - Santissima Virgem Maria
Obra esculpida em marmore pelo artista italiano Michelangelo, 1498
Virgem Maria, Mãe de Deus, é o titulo mais antigo trazido pelas comunidades cristãs do III ou IV século, mantidos pela tradição até nossos dias. De acordo com os mais antigos documentos que narram sobre a vida da Bem-Aventurada Virgem Maria, provavelmente escritos entre os anos 140 - 170 D.C. são:
- Protoevangelium de Tobias, escrito pelo Evangelista e Apostolo Tobias.
- O Nascimento da Bem-Aventurada Maria e a infância do Salvador, escrito pelo Evangelista e Apostolo Mateus.
Estes dois documentos são considerados não inspirados e não fazem parte dos quatros livros do Evangelho. Estes foram entre outros, os primeiros documentos manuscritos pelos apóstolos com o intuito de defender a doutrina cristã, narrando em detalhes os fatos e acontecimentos da vida de Maria, bem como sua infância, objetivando o ensino das iniciantes comunidades cristãs e também a preservação desta tradição para as futuras gerações. Mas, mesmo nesta época houve alguns hereges que fizeram mímicas do estilo dos quatro Evangelistas, produzindo falsos manuscritos e fraudulentas traduções em nome dos evangelistas, com o intuito de difamar os Apóstolos de Cristo. São Jerome foi quem estudou e traduziu os manuscritos originais do hebraico para o latim, bem como é conhecido, sobretudo pela sua tradução da Bíblia do grego e hebraico antigo, para o latim, edição conhecida como Vulgata. São Jeronimo é reconhecido pela Igreja Católica Romana como Padre e Doutor da Igreja. De acordo com estes documentos a Virgem Maria vem da descendência da Família Real de Davi, nasceu na cidade de Nazaré e foi criada em Jerusalém no Templo do Senhor. O nome de seu Pai era Joaquim e sua Mãe Anna, ambos muito devotos e religiosos, seu pai era de Nazaré e sua mãe de Belém. Sua Mãe Santa Anna vem da descendência de uma família de religiosos dedicados ao serviço do Senhor. Seu pai São Joaquim era descendente da Casa Real do Rei Davi, consta nos registros das doze Tribos de Israel, era um homem extremamente rico e sempre no final de todo ano os rendimentos provenientes de seu patrimônio e o frutos produzidos por todos os seus bens eram divididos em três partes: Uma para o Templo do Senhor, a segunda para os pobres e a terceira para seus descendentes e sua família. Eles viveram por vinte anos sem filhos, aceitando como vontade de Deus, orando sempre ao Senhor e dando continuidade a generosidade e caridade para com os necessitados, sem saber que o Senhor iria fazer deles os pais daquela que seriam a Mãe do Salvador. Um dia o Arcanjo Gabriel revelou a Santa Anna e São Joaquim, em separado, que o Senhor havia concedido a eles a graça de ter um filho e este seria uma menina, que se chamaria Maria, sem mencionar nada a respeito de quem ela viria a ser, dizendo apenas que o Senhor havia ouvido suas orações. Assim seus pais prometeram consagrar a sua filha virgem ao serviço do Templo do Senhor. Santa Anna, já gravida vem a dar a luz a sua filha de uma forma excepcional, sem as barreiras e dores do parto comumente experimentado pelas mães em geral. Foi à filha vestida e cuidada como outro infante normal, apesar do maravilhoso e miraculoso nascimento, pois " ela nasceu pura e sem mancha, bonita e cheia de graças, mostrando assim, que Ela estava livre da lei e o tributo do pecado, como se ela houvesse nascido na essência de Adão ".. Por isto sua mãe Santa Anna não consentiu a nenhum outro que a tocasse, a não serem as suas próprias mãos. Completado três anos de idade a Virgem Maria foi levada ao Templo do Senhor em Jerusalém pelos seus pais com imenso sofrimento e tristeza, mas ao mesmo tempo com grande alegria de cumprir seus votos para com o Senhor. A virgem Maria já entre os doze e quatorze anos de idade vem à presença da assembleia dos sacerdotes do Templo do Senhor em Jerusalém, dirigida pelo Sumo Sacerdote Zacarias e decidem que Zacarias deveria orar ao Senhor em seu Altar pela Virgem Maria, para que o Senhor manifestasse a sua vontade de como proceder. Um anjo do Senhor lhe aparece e lhe da instrução para convocar todos os viúvos e que o Senhor lhe mostraria um sinal apontando o seu guardião, que seria o responsável em guardar a Virgem do Templo do Senhor, o esposo prometido de Maria. O escolhido foi o viúvo carpinteiro Jose, com idade avançada e com seis filhos, duas mulheres e quatro homens. A tradição da igreja revela que os devotos da Igreja Católica deste os primeiros dias do nascimento de Maria passaram a chama-la pelo titulo de: Mãe de Deus. Assim em 431 D.C. o Concilio Ecumênico de Éfeso proclama o Dogma de Maria, Mãe de Deus. Não afirmando uma nova doutrina, mas sim confirmando a crença comum dos cristãos que já existia durante o primeiro século da Igreja. De acordo com o Evangelho de São João 1, 15 Jesus é o Verbo feito carne, o Verbo que assume a natureza humana dentro do ventre de Maria. Assim Maria passa a ser a verdadeira mãe de Jesus e como Jesus é o verdadeiro Deus no primeiro momento de Sua concepção, Maria é verdadeiramente a Mãe de Deus. Maria foi um instrumento para que Jesus fosse gerado em seu ventre. Portanto, por meio da Virgem Maria que nos vieram todas as graças da boa nova. Pois quem é o meio, é o mediador. Assim, Maria é mediadora secundária por conclusão, isto é, mediadora pela vontade Divina - foi sua obra - vir a nós por meio de Maria. Poderia ter vindo a nos por vários meios, mas não os realizou. Por isso ela é, por vontade de Deus, a mediadora de todas as graças que sucedem da redenção de seu filho, Jesus. Não existe na Bíblia nenhum texto que explicitamente diz: Maria é a mãe de Deus. Mas ha textos que indicam esta relação com simplicidade, como se lê:
Lucas, 1
42. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?
É claro que pela natureza, Maria, mesmo sendo Mãe de Deus, continuava sendo uma simples mulher. Mas pela graça de ter sido escolhida, por Deus, como o meio portador para gerar o Filho de Deus, ela ficou acima não só de todas as mulheres e de todos os homens - inclusive acima até dos anjos, pois está escrito na Bíblia que o anjo saudou a Maria e não ao contrário. Até a revelação do Anjo Gabriel a Maria, em todas as passagens da Escritura Sagrada quando um anjo aparece a uma pessoa humana, é essa pessoa que saúda o anjo. Com Maria se dá o oposto: é o anjo que saúda aquela que Deus escolheu para ser sua Mãe. Portanto, a Virgem Maria é superior aos anjos em graça e em glória.
Obra do pintor italiano Leonardo da Vinci, 1472-75
Lucas, 1
26. No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27. a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. 28. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.
Obra do pintor espanhol Bartolome Esteban Murillo, 1645
Em 8 de dezembro de 1854, Papa Pio IX, pronuncia e define em sua Constituição Apostólica: Ineffabillis Deus, a Imaculada Conceição da Virgem Maria como dogma da Igreja Católica. O termo Imaculada Conceição significa que Maria nasceu normalmente como todos nascem, com a diferença que ela foi gerada sem o pecado original, sem mancha do pecado. Ela foi preservada pela graça divina deste o primeiro momento de sua existência. Assim o Papa decretou que:
"Em honra da santa e indivisa Trindade, para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica, e para incremento da religião cristã. Com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e com a nossa, declaramos, pronunciamos e definimos a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente. Em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus e, portanto, deve ser sólida e constantemente crida por todos os fiéis."
Este decreto pontifício tem como referência Genesis 3, 15 onde Deus diz
que Ele iria quebrar a relação por inimizade ( ódio )
entre a serpente e a mulher, bem como entre suas descendências. Ora, se
toda a geração humana ficou corrompida pelo pecado original, então de
onde irá surgir esta mulher e os descendentes dela, na qual Deus diz que
irá por inimizade ( ódio ), quebrar a relação com
Satanás? Ou seja, a relação do pecado original do homem com o seu
corruptor Satanás. Esta passagem é uma profecia, segundo a qual vê que é
essencial uma mulher sem pecado, pura, para dar a luz ao Cristo, o
Salvador. Porque o homem no estado inicial era a imagem e semelhança de
Deus, assim diz a palavra de Deus. Portanto a conclusão é que deveria
Deus gerar uma mulher como Eva no principio dos tempos, pura de todos os
pecados da carne. Por isto, pegamos como referencia a saudação do anjo
Gabriel a Maria " Salve Maria, cheia de graças ",
na tradução original grega kecharitomene significa: cheia de graça, e é
usada como adjetivo qualitativo de Maria, que é a forma verbal da
palavra charitoo que significa " encher ou prover de
graça " que é usada no particípio passado do verbo, indicando
assim que Maria já havia recebido a graça no passado, mas com os efeitos
no presente. Desta forma vemos que Maria já desfrutava de graça
santificante, não por causa da visita do anjo, mas por graça consentida
por Deus anteriormente a Maria. Os protestantes são contra esta verdade,
citando:
Romanos 3, 23
“ ... com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus ”. Afirmando que como pode Maria ser imaculada se todos pecaram! E ainda continuam.
A própria Maria em:Os Cristãos por mais de mil anos defendem Maria com a seguinte historia fictícia, que faz uma analogia esclarecendo esta graça:
São Lucas 1, 47 " meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador. "
Se ela necessitou de um salvador é porque ela era uma pecadora, assim afirmam os protestantes.
“ Um homem caiu em um profundo buraco e alguém conseguiu retira-lo para fora. O homem foi "salvo" do buraco. Agora imagine uma mulher: Ela estava caminhando por perto deste buraco e de repente se viu caindo dentro do buraco. No ultimo instante de sua queda, alguém segura ela por traz impedindo sua queda "a salva". Ela não somente foi retirada do buraco "salva", mas "salva" também de ser suja pela lama que estava no fundo do buraco ”.
Maria estava cheia da graça divina por antecipação, por uma especial intervenção de Deus, no momento em que era concebida. Por isto ela tem maior razão de chamar " Deus meu Salvador " porque Deus a salvou de uma maneira muito mais gloriosa. Devemos lembrar o que diz Jesus a São Tome “ não sejas incrédulo, mas homem de fé ”. E no livro de Jó diz: ” Ninguém pode tirar o puro do impuro ”.. No Evangelho de Mateus Jesus explica aos seus discípulos " A Deus tudo é possível, mas ao homem é impossível ". Desta forma devemos crer em Jesus quando diz: " Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos ".. Assim, Maria estava santificada " cheia de graça ", pois o seu ventre recebeu o fruto Santo de Deus.
Jó, 14
4. Quem fará sair o puro do impuro? Ninguém.
Gênesis, 3
15. Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar.”
Romanos, 3
23. com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus,
São Lucas, 1
47. meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador.
São Mateus 19
26. Jesus olhou para eles e disse: Aos homens isto é impossível, mas a Deus tudo é possível.
O patriarca do movimento protestante, Martinho Lutero, afirma em vários de seus escritos (1483-1546 ) frequentemente sobre a Perpétua Virgem Maria.
Sobre a Mãe de Deus, ele escreve:- (Weimer's The Works of Luther (As palavras de
Lutero),
traduzido para o Inglês por Pelikan, Concordia, St. Louis, v. 7, pag 572).
“ Em seu termo ela foi feita a Mãe de Deus, são muitas e grandes todas as bênçãos que a ela foi dada, que ninguém pode compreendê-las..... Não somente era Maria a Mãe Dele que nasceu em Belém, mas dele quem, perante o mundo, era eternamente nascido do Pai, para uma Mãe num tempo, e ao mesmo tempo homem e Deus. ” - (Martinho Lutero, Comentário ao Magnificat, apud M.).
Basilea Schlink, autora protestante, Revista Jesus Vive e é o Senhor." Que são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis, monarcas da Terra, comparados com a Virgem Maria, que, nascida de descendência real (descendente do Rei Davi) é, além disso, mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra! Ela é na Cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderá exaltar o bastante (nunca poderemos exaltar o suficiente), a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade "
- Weimer's The Works of Luther (As
palavras de Lutero), traduzido para o Inglês por Pelikan, Concordia, St. Louis, v. 6,
p. 510, v. 11, pp. 319-320.
“ É uma condição de fé que Maria é Mãe do Senhor e ainda uma virgem.... Cristo, nos cremos, nasceu e deixou o ventre perfeitamente intacto. ”
- Sur L'Harmon. Évangélique 20, João Calvino - escreve:
- "Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus”. - Em seu livro - Calvini Opera, Corpus Reformatorum,
Braunschweig-Berlin, 1863-1900, v. 45, p. 348, 35escreve:
- "Não podemos rejeitar que Deus em escolher e destinar Maria para ser a Mãe de seu Filho, da a ela a mais alta honra..... Elizabete chama Maria Mãe do Senhor, por causa da unidade das duas naturezas de Cristo era tão perfeita, que ela poderia dizer que o homem mortal gerado no ventre de Maria era ao mesmo tempo o eterno Deus."
- Zwingli Opera, Corpus Reformato rum, Berlin, 1905,
v. 6, I, p. 639..
"O que a ela foi dado não pertence a nenhuma outra criatura, daquela carne ela iria nascer o Filho de Deus." - Zwingli Opera, Corpus Reformatorum, Berlin, 1905,
v. 1, p. 424..
"Eu firmemente acredito que Maria, de acordo com as palavras do Evangelho, como uma pura virgem que nos trouxe o Filho de Deus e no seu nascimento e depois do nascimento sempre permaneceu uma pura, intacta Virgem.” - Stakemeier, E. in De Mariologia et Oecumenismo,
Balic, K., ed., Rome, 1962, p. 456.
“Eu valorizo imensamente a Mãe de Deus, a sempre pura, Imaculada Virgem Maria....... Cristo...... nasceu da mais pura Virgem”. - Zwingli Opera Corpus Reformatorum, Berlin, 1905, v.
1, pp. 427-428.
"Quanto mais à honra e o amor por Cristo crescer entre os homens, mais reverencia e honras por Maria crescem, pois por meio dela nos foi trazido o grande, o benevolente Senhor e Salvador.".
Mas mesmo assim a heresia protestante continua a levantar teorias na tentativa de fundamentar seu argumento, afirmando que Jesus teve irmãos biológicos e assim atacam com falsa pretensão a Bem-Aventura Maria, afirmando e difamando contra a Perpétua Virgem Maria, Mãe de Deus e contra o dogma dos cristãos da Igreja Católica. Existem dois aspectos que comprovam a heresia pretenciosa dos protestantes:
- Primeiramente é necessário esclarecer o significado do termo irmão ou irmã de Jesus, que comumente consta no Novo Testamento ( Evangelho ). Nos manuscritos originais do Novo Testamento que são escritos em hebraico e aramaico, não existia a palavra que caracterizava ou significava " primo ou prima ". Sendo então "irmão" comumente utilizado para expressar o grau de parentescos mais próximo dos primos, cunhados, enteados ou sobrinho, sem fazer distinção das relações de sangue. Assim quando os professores ou doutores, sábios teólogos judeus literalmente traduziram a palavra " irmão " como sendo " irmão ", uma vez que eles estavam acostumados, fazia parte de suas tradições e do presente tempo que viviam.
- O segundo aspecto trata da analogia da palavra irmão na sociedade do nosso tempo e a época de Jesus. Atualmente vários membros de outras religiões, inclusive as próprias seitas protestantes, chamam uns aos outros de " irmãos ". Vários grupos negros nos Estados Unidos chamam uns aos outros de “ Brothers ” ou “ irmãos ”. Na época de Jesus os judeus com a intensão de diferenciar da nação dos Gentis chamavam e escreviam uns aos outros de " irmão ". Portanto vemos que a associação da palavra " irmão " não tem nada a haver com a relação sanguínea dos indivíduos, não são todos eles irmãos provenientes da mesma mãe, como afirma a heresia, mas esses estão associados com cultura, raça ou religião. Dependendo do caso, irmão chega até mesmo a ser expresso como uma relação profunda de amizade.
A igreja Católica desde seus primeiros anos segue a tradição proclamada pelos cristãos dos primeiros séculos da Perpetua Virgem. Porque então deste o principio não foi publicamente levado ou denunciado, contra a virgindade de Maria nos primeiros tempos, os outros filhos ou descendentes de Maria? Isto simplesmente não aconteceu porque eles nunca existiram. Concluindo, lemos no Evangelho Segundo São João, que Jesus entrega sua Mãe aos cuidados do discípulo que ele mais amava.
Obra do pintor inglês Anthony Van Dick, 1619
De acordo com as tradições judaicas neste tempo, com a morte de Jesus a guarda de sua família, sua mãe, iria ser responsabilidade do homem mais velho da família. A onde estava os seus irmãos de sangue? Porque motivo Jesus entrega sua Mãe aos cuidados do discípulo que ele mais amava - João? Se Jesus tivesse tido algum irmão ou irmãos de sangue, estes teriam a obrigação de cuidar de Maria, pois esta era a tradição judaica nesta ocasião. Aqui fica bem claro que não é isto que acontece, confirmando assim que Jesus era filho único.
São João, 19
26. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. 27. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.
Deve-se também levar em consideração o manuscrito não inspirado do Protoevangelium de São Tobias, que narra bem claro que Maria era virgem antes, durante e apos o nascimento de Jesus, bem como São Jose era vivo com idade avançada e Pai de 6 filhos do seu casamento anterior. Portanto Jesus poderia ter tido irmãos secundários, enteados, relacionados ao sangue de São Jose e a sua esposa do casamento anterior. E fazendo um paralelo entre os personagens citados como "irmãos de Jesus" nos livros do Novo Testamento - Inspirados e o Protoevangelium - não inspirados, vemos que estes vêm a serem enteados de Maria.
Existem varias seitas protestantes que tiveram suas origens provenientes dos grupos mais radicais do movimento protestante reformista, no qual expressamente consideram e ensinam aos seus seguidores que a Virgem Maria, é uma mulher qualquer ou comum ou uma adultera. Esses hereges desconhecem os princípios da moral, razão e logica. Primeiro deve se entender o significado das palavras e de acordo com o glossário, crer é ter fé religiosa, assim o " crente " é aquele que professa ou segue uma religião. E quando se segue a uma religião, se segue a doutrina daquele que a fundou. Assim, Jesus que é Deus, nos deixou como doutrina os dois maiores mandamentos, que em comum tem o amor verdadeiro - Amar a Deus sobre tudo e amar ao próximo como a si próprio, como Ele nos amou. Portanto, esses hereges são parcialmente “ crentes ”, pois não ama e respeita a própria Mãe de Jesus, não tendo nem mesmo a coragem de proclamar em alta voz que ama Maria a mãe de Jesus. Pois como entender a alguém que se diz amar Jesus - crer nele se por palavra ou ato conspira contra a sua Mãe Maria! Por ventura pensam esses sectários que agradam a Jesus? Desta maneira blasfemam contra o Espirito Santo, pois foi por inspiração Dele que consta no Evangelho que “ Bendita és tu Maria entre todas as mulheres ”, ou seja, não se trata de uma mulher qualquer, foi ela a escolhida por Deus. Deus não erra ou comete engano. Se a vontade Divina escolheu a Ela entre varias outras mulheres e entre vários outros meios, para que o seu filho viesse ao mundo. Conclui-se que assim Deus o quis, para honrar a Mãe de Jesus, Maria, sobre todas as mulheres, para honra de seu Filho. Outrossim, vale lembrar o conteúdo do ensinamento de Deus em São Mateus 7, 17 e Jó 14, 4 - Onde nos mostra que somente seria possível o Filho de Deus vir a este mundo através de um meio Santo. Este meio santo foi a Virgem Maria que já estava " cheia de graças ", significando assim que Deus - Jesus veio até nos através de um meio Santo. Assim, o puro veio do puro, e não do impuro. Duvidar destes preceitos inspirados ao homem pelo Santo Espirito, para que escritos fossem na Sagrada Escritura, é blasfemar contra Santo Espirito.
São Mateus 19
19. Honra teu pai e tua mãe, amarás teu próximo como a ti mesmo.
São Mateus 7
17. Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos. 18. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos.
Jó 14
4. Quem fará sair o puro do impuro? Ninguém.
Obra do pintor italiano Don Silvestro Dei Gherarducci, 1365
De acordo com a tradição Judaico-Cristã das primeiras comunidades cristãs, após a morte e enterro da Virgem Maria, Seu Filho Jesus desceu do céu em uma brilhante carruagem trazendo consigo a alma de Sua Mãe, Virgem Maria, que de imediato abraçou seu corpo, assumiu a natureza humana e foi elevada ao céu por Jesus.
Em 1° de novembro de 1.950, o Papa Pio XII, proclama a Constituição Apostólica - Munificentissimus Deus, definindo o dogma da Assunção da Virgem Maria em corpo e alma ao céu. O Papa Pio XII monstra a estreita relação existente entre o dogma da Imaculada Conceição e a Assunção de Maria ( Ineffabillis Deus e Munificentissimus Deus ), conforme podemos ler abaixo no paragrafo 4 e 5 desta Constituição Papal.
“ 4. Esse privilégio brilhou com novo fulgor quando o nosso predecessor de imortal memória, Pio IX, definiu solenemente o dogma da Imaculada Conceição. De fato esses dois dogmas estão estreitamente conexos entre si. Cristo com a própria morte venceu a morte e o pecado, e todo aquele que pelo batismo de novo é gerado, sobrenaturalmente, pela graça, vence também o pecado e a morte. Porém Deus, por lei ordinária, só concederá aos justos o pleno efeito desta vitória sobre a morte, quando chegar o fim dos tempos. Por esse motivo, os corpos dos justos corrompem-se depois da morte, e só no último dia se juntarão com a própria alma gloriosa.
5. Mas Deus quis excetuar dessa lei geral a bem-aventurada virgem Maria. “Por um privilégio inteiramente singular ela venceu o pecado com a sua concepção imaculada; e por esse motivo não foi sujeita à lei de permanecer na corrupção do sepulcro, nem teve de esperar a redenção do corpo até ao fim dos tempos.”
Assim, o Papa Pio XII, defini e proclama solenemente o dogma da Assunção da Virgem Maria.
" Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial".