Solus Christus
Afresco do italiano Raffaelo Santi 1509 - 1510
Esta doutrina prega que Cristo é o único intermediário entre Deus e o homem, e que somente através dele há salvação. Rejeitando todos os outros tipos de mediações entre o homem e Deus. Sendo somente o Luteranismo classico, que continua honrar a memoria da Virgem Maria e os Santos exemplares. Também opõem a influencia predominante do Clero nos sacramentos da Igreja, não havendo a necessidade da presença do Sacerdote ordenado pela autoridade do Papa. Assim o Movimento Protestante institui somente o Batismo e a Eucaristia como sacramentos. Defendendo a tese de que o sacerdócio e para todos os crentes, sem a necessidade de que sejam ordenados sacerdotes. Esta é a tese do "Sacerdócio de todos os crentes" criada por Lutero.
A diferença principal deste ensinamento para os ensinamentos da Igreja Católica, é que na Igreja Católica existem 3 tipos de funções conferidas ao Sacerdócio:
- Primeira delas é o " sacerdócio de todos os crentes ": onde o relacionamento individual de um cristão com Deus, permanece com o próprio individuo ( oração, prece, suplicas ou louvores ) e não tem nada haver com a ordenação.
- Segunda é a própria ordenação do Sacerdote, que vemos pela tradição
narrada por São Lucas em Atos dos Apóstolos:
Atos dos Apóstolos, 14
23. Em cada igreja instituíram anciãos e, após orações com jejuns, encomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham confiado. - Terceira é Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote da Igreja Católica. A
cabeça invisível da Igreja. Sendo o Papa, Pedro o Apóstolo que tem o
mandato de plenos poderes para representa-lo, a cabeça visível da
Igreja – Vigário de Cristo.
Hebreus, 3
1. Portanto, irmãos santos, participantes da vocação que vos destina à herança do céu, considerai o mensageiro e pontífice da fé que professamos, Jesus.
São João, 21
15. Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu ele: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros.
Solus Christus também afirma que a remissão do pecado ao penitente é restituída pela graça de Deus diretamente pela fé em Cristo Redentor somente ( Batismo ). Não necessitando do sacerdote e da Igreja como o reconciliador do penitente. Ora, todo homem pecou e peca após o batismo e esses novos pecados não são imunes da responsabilidade do delito apenas pela sua boa vontade ou conduta ( fé em Cristo ). Portanto, o juízo prudente e sábio não pode ser proferido sem o conhecimento da causa. E o único conhecedor de sua malicia e pecado, é o pecador. Assim em presença da confissão esta o confessor ( Sacerdote ), para declarar a penitencia e o perdão. Portanto não se trata apenas da boa disposição do penitente. Jesus declara aos apóstolos que a missão deles e idêntica a que ele recebeu de seu Pai. Então sabemos que Jesus não somente prega a remissão dos pecados ou os declara perdoados, mas perdoa. Desta forma os apóstolos verdadeiramente perdoam em nome de Jesus, pois Ele assim os confirmou pela graça do Espirito Santo.
São João, 20
21. Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós. 22. Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. 23. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.
Em II Coríntios, 5 - esta o fundamento da autoridade da Igreja no Sacramento da Reconciliação por Nosso Senhor Jesus aos seus apóstolos. Este é um dos sacramentos dos mortos ( Batismo, Crisma e Reconciliação ). O homem morreu pelo pecado e no Batismo ele renasce para uma nova vida e por consequência de novos pecados o penitente procura o perdão pelo ato contrito de confissão para receber a absolvição de seu pecado pelo sacerdote - Igreja. Assim o homem é reconciliado com a benevolência Divina por intermédio do sacerdote da Igreja.
II Coríntios, 5
18. Tudo isso vem de Deus, que nos reconciliou consigo, por Cristo, e nos confiou o ministério desta reconciliação. 19. Porque é Deus que, em Cristo, reconciliava consigo o mundo, não levando mais em conta os pecados dos homens, e pôs em nossos lábios a mensagem da reconciliação. 20. Portanto, desempenhamos o encargo de embaixadores em nome de Cristo, e é Deus mesmo que exorta por nosso intermédio. Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!
I Coríntios, 4
1. Que os homens nos considerem, pois, como simples operários de Cristo e administradores dos mistérios de Deus. 2. Ora, o que se exige dos administradores é que sejam fiéis.
A Igreja Católica pela autoridade papal estabelece sete sacramentos que marcam a vida cristã do fiel, divididos em três categorias:
- Sacramentos da Iniciação - Batismo, Confirmação e Eucaristia. Esses são os fundamentos da vida cristã: O fiel renasce pelo Batismo, é fortalecido pela Confirmação ( crisma ) e alimentado pela Eucaristia ( comunhão ).
- Sacramentos da Cura - Reconciliação ( penitencia ) e Unção dos Enfermos.
- Sacramentos ao serviço da missão e comunhão - Ordem e Matrimônio.
O Batismo, Confirmação e a Reconciliação são chamados sacramentos dos mortos porque seu propósito principal é comunicar a vida de graça na salvação das almas espiritualmente mortas em pecados, e os outros sacramentos são chamados dos vivos porque sua finalidade primária é a de aumentar a vida edificante que há nas almas espiritualmente vivas pela graça da redenção.
As principais Doutrinas: